Governo quer 80% dos Jovens Agricultores no Interior

 

 

“Queremos 80% dos jovens agricultores em territórios de baixa densidade”, esta é a afirmação que  a ministra da Agricultura defende. Em entrevista, Maria do Céu Antunes, diz que o regadio ainda é prioritário e que são os agricultores a escolher as culturas.

Está em preparação o Orçamento do Estado (OE) para 2021. Que implicações terá no setor agrícola?

O OE tem todos os anos na agricultura um papel fundamental, até porque alavanca todo o investimento feito neste domínio, atendendo a que tem uma componente fortíssima na participação na contrapartida pública nacional. Estamos a trabalhar na criação de condições para, a par da programação para o próximo ciclo de investimento, tendo por base o que está alocado – que se espera que sejam 9,4 mil milhões para os próximos sete anos e com base no que é expectável que venha deste pacote financeiro e também na justa medida de equilíbrio com as dotações do OE e o que está definido no plano de recuperação e resiliência – conseguirmos ter um instrumento que possa modernizar o país. O que começámos por fazer no início desta legislatura foi uma planificação estratégica para os próximos dez anos e na semana passada apresentámos a agenda para a agricultura, a que chamámos Terra Futura, e que pretende, mais do que distribuir fundos comunitários pelo setor, ter uma estratégia que possa convocar fundos comunitários e outros instrumentos financeiros para alavancar a modernização.

Mas a curto prazo, o que podem esperar os agricultores? Que planificação há para 2021?

Estamos num período de transição e a aguardar que o regulamento de transição da Política Agrícola Comum (PAC) seja aprovado e com isso tenhamos os instrumentos necessários para podermos iniciar um novo ciclo. No que respeita a este quadro comunitário e ao programa ainda em desenvolvimento, no âmbito do PDR 2020, encontramo-nos com cerca de 65% de execução e com compromisso das verbas quase a 100%.

Temos até 2023 para fechar as contas e já sabemos que vamos poder, a partir de janeiro e sempre que necessário, usar verbas já do próximo ciclo mas ainda com as regras atuais.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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